Testámos o Hand Physics Lab para o Oculus Quest. O que pode significar para si?

A tecnologia de deteção da forma das nossas mãos está a evoluir cada vez mais. Esta tecnologia vem abrindo as portas da nossa imaginação cada vez mais e a Holonautic tem provado isso ao criar o Hand Physics Lab para os Oculus Quest. Esta versão ainda em testes Alpha já possui vários exemplos de interação em cenário de realidade virtual.

Compatível apenas com os Oculus Quest, este software faz uso dos sensores disponíveis no equipamento para detetar e conhecer a posição das nossas mãos em tempo real, uma mistura entre computer vision e machine learning.
Para instalar a aplicação é necessário possuir o software SidequestVR e ter os Oculus Quest em modo programador. Setembro vontade de experimentar siga os passos indicados no site da SidequestVR.

Até à data, a aplicação possui as seguintes experiências:

  • “Botões e controladores interativos”
  • “Ferramentas incluindo martelos, alavanca e machado”
  • “Parque infantil de blocos de construção!”
  • “Prancheta com lápis, borracha e pintura a dedo”
  • “Estação de pintura de ovos com seus próprios dedos!”
  • “Pinte suas próprias mãos!”
  • “Use armas de brinquedo para cobrir manequins com dardos”
  • “Digitando em um teclado mecânico e usando um mouse”
  • “Levantamento de peso”
  • “Puppet minúsculo interativo e animado”
  • “Um clone de você mesmo”
  • “Experiência no laboratório de química com lasers e ácido”
  • “Coloque velas em seu bolo e acenda-as com um isqueiro”
  • “Interaja com uma porta dinâmica”
  • “Escale e mova-se usando apenas a física”

Veja aqui o video de todas as experiências que fizemos:

No inicio foi um pouco difícil adaptar-se. Existem algumas opções ligadas por defeito que facilitaram, exemplo da funcionalidade de “Snapping” que leva os objetos que queremos agarrar à nossa mão automaticamente. Testámos com a funcionalidade desligada, e foi muito difícil ou até impossível agarrar alguns objetos. A deteção das mãos também não é 100% responsiva e havia momentos em que as nossas mãos em realidade virtual adquiriam posições estranhas 🙃.

Fora isto, foi muito divertido e inspirador saber que já conseguimos ter tantos tipos de interação deste género. Fiquei em média 30 minutos a testar todas as experiências, e quando retirei os óculos, o cérebro já estava um pouco confuso, e quando agarrei na garrafa de água real senti que estava ainda em modo de realidade virtual 🤣.

Mas qual é a finalidade deste género de interação? Qual é o negócio que se pode gerar?

Bem existem vários. O primeiro que me vem à cabeça é a formação. A formação em realidade virtual já é mais do que uma tendência, é uma necessidade. Imaginemos que uma empresa necessita de formar os seus trabalhadores a montar um conjunto de peças que envolve processos complexos. Com este tipo de interação, os trabalhadores podem entrar no cenário de realidade virtual e pegar em ferramentas e manuseá-las como na realidade.

Também vejo aplicação desta funcionalidade na área da Fisioterapia ou Reabilitação Psicomotora por exemplo. Em que o paciente é levado a articular as mãos e braços para superar os desafios em cenário de realidade virtual, fazendo com que seja provavelmente uma terapia bem sucedida. E com outra vantagem: o paciente pode fazer a sua terapia em qualquer lugar!

Tem mais alguma ideia de onde esta interação pode ser usada?

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